
Espera um pouco, não estou falando dos barracos tipo cabanas ou casas de mal feitas e de material duvidoso. Me refiro a rodar a baiana, a dar pity.
Nessa escola se aprende como pressionar os prestadores de serviço a cumprir exatamente o que estão designados para fazer, o que prometeram fazer e que você pagou.
Eu era uma consumidora calminha nos bancos, no supermercado, com atendentes de TELEMARKETING e sempre acabava sendo enganada e tinha que repetir procedimentos, ligar entre 9:00 e 17:00(detalhe, eu trabalho nesse horário), voltar para falar com gerente.
Mas aí, eu descobri o poder do barraco. Mas não é qualquer barraco, assim sem fundamento. Um bom barraco deve ter provas, protocolos de atendimento, ligações gravadas, palavra do gerente e ameaça, muito ameaça. Ameaças do tipo: vou tirar meu dinheiro desse banco e vou para o (principal concorrente), vou ligar na ouvidoria do Banco Central, sou jornalista e amanhã tá tudo no jornal, tenho amigos advogados, vou para o "pequenas causas" e etc.. Mas, afirmo novamente, ameaça sem protocolo ou outras provas não adianta nada.
E não precisa gritar, alterar a voz ou fazer gestos fortes. Só precisa fechar a cara, deixar a voz levemente mais grossa e demostrar muita certeza.
Também não precisa brigar com atendente, lembre-se: Seu objetivo é conseguir o que te foi prometido, cobrar uma resposta da organização e não demitir a pessoa que te atende.
Tenho que confessar, não é na totalidade das vezes que dá certo, mas com o tempo você vai se aprimorando nessa técnica e quando menos esperar já será um sênior.
Um comentário:
Lívia, você adota o estilo elegância de barraco. E é o que eu adoto. A verdade é que barracar assim protocolada dá trabalho e tem gente que acaba desistindo de reclamar. E aí que mora o perigo.
Por outro lado, eu sou um pouco mais severa que você. Quando escuto do(a) atendente algo no sentido: "me desculpe, não tenho nada a ver com isso", eu subo no barraco e digo logo: você representa a empresa, a imagem que você me passa é o que fica da empresa pra mim. Pego o nome da pessoa, anoto. Concordo que falta treinamento dos funcionários e empenho das prestadoras de serviço, mas acho também que os funcionários devem se sentir responsáveis pelo o que estão fazendo, pela forma do atendimento.
Bjs
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