Todas elas tem regiões bonitas com prédios modernos e mansões quase hollywoodianas. Sempre próximas de belezas naturais, seja do mar, uma praia de rio doce, uma montanha ou mesmo jardins artificiais. Nessas áreas se vêem carros do ano, importados, novos e bem conservados. As pessoas caminham pelas áreas de esporte, bem vestidas com malhas coloridas que contornam seus corrpos exercitados.
Quando caminho em direção ao centro ou mesmo a uma rodovia é possível ver regiões bem mais pobres. Para ser politicamente correta, menos favorecidas. Esses espaços são cortados por avenidas geralmente largas, mas que são rodeadas por casas pequenas e apertadas, quase sempre sem reboco e com lajes onde se estendem enormes e coloridos varais. Nessas vias podemos também ver carros novos, mas em suas transversais compostas por ruas estreitas e poluídas por sujeira no chão, cartazes e fios de gato pendurados, vemos carros da deécada de 80 e 70, nas em que se podem passar carros, é verdade. Também nas tranversais há mais gente na rua, levando crianças e carregando compras. As penso se essa similiaridade se deve a nossa colonização ou a valores culturais, mas temo em chegar a conclusão que ela é fruto de uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Onde em poucos metros se pode ver o mais requintado espaço e no outro uma confusão urbana que podemos ver nos filmes africanos e alguns indianos e que as vezes são menos desiguais do que nós.
Lívia Lopes
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